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Como é a anestesia na cirurgia de joanete?

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Por: Publicado em 4 agosto, 2025

5 min. de leitura

Anestesia bloqueia a sensibilidade nervosa da cintura para baixo, permitindo que o procedimento seja realizado sem dor

Também chamado de hálux valgo, o joanete é uma deformidade do pé que leva ao aparecimento de uma proeminência óssea na parte de dentro do pé, na base do dedão, ao mesmo tempo em que pode ocorrer um desalinhamento do hálux em direção aos outros dedos. Essa deformidade pode causar diversos incômodos para o paciente, como dor, dificuldade para utilizar calçados fechados, formação de calos, além de incômodo estético.

A cirurgia do joanete é a única forma de corrigir a deformidade do hálux valgo de modo definitivo. O objetivo é o realinhamento ósseo do pé, de forma a remover a proeminência óssea e corrigir o alinhamento do dedão, cessando a dor e o incômodo do paciente.

Este artigo visa esclarecer uma dúvida bastante comum entre as pessoas que têm indicação para tratar o joanete de modo cirúrgico: como funciona a anestesia na cirurgia de joanete e quais são os benefícios dessa técnica.

Saiba se a cirurgia de joanete é indicada para o seu caso!

O que é e quando a cirurgia de joanete é indicada?

Basicamente, a cirurgia de joanete consiste na realização de cortes ósseos para corrigir a deformidade e realinhar os ossos do pé. O procedimento é indicado quando o hálux valgo causa incômodo persistente na rotina do paciente, a ponto de a dor limitar o uso de calçados fechados e trazer dificuldades para atividades diárias.

Como a cirurgia de joanete é realizada?

O procedimento pode ser realizado por diferentes técnicas, mas atualmente o método minimamente invasivo é o preferido do Dr. Guilherme Honda. Essa abordagem utiliza pequenos cortes na pele e permite que o paciente caminhe imediatamente após a cirurgia, com o uso de uma sandália ortopédica específica. Ainda assim, cada caso deve ser avaliado individualmente. Embora a cirurgia percutânea seja adequada para a maioria dos pacientes, algumas situações específicas podem exigir outras técnicas.

Como é aplicada a anestesia na cirurgia de joanete?

A aplicação da anestesia na cirurgia de joanete é feita na maioria dos casos por meio de punção na coluna lombar, utilizando uma agulha fina em um ponto seguro entre as vértebras.

Em geral, a anestesia é feita por meio da raquianestesia, também conhecida como raqui. Trata-se de um tipo de anestesia regional que bloqueia a sensibilidade e motricidade da cintura para baixo, proporcionando um adormecimento rápido da parte inferior do corpo. Com isso, o paciente não sente dor e permanece com as pernas imóveis durante todo o procedimento. Além disso, é aplicada uma sedação para que o paciente durma durante todo o procedimento e só acorde após o término do mesmo.

A anestesia na cirurgia de joanete tem duração suficiente para a realização completa da técnica operatória, e seus efeitos desaparecem de forma gradual após o término do procedimento, à medida que o paciente recupera a sensibilidade e os movimentos das pernas.

Papel do anestesista na cirurgia de joanete

O anestesista é um profissional experiente e com grande preparo para esse tipo de cirurgia. Seu papel é garantir o conforto do paciente e trazer o máximo de segurança ao procedimento.

Para isso, o anestesista realiza uma conversa para entender todos os aspectos e detalhes da saúde do paciente que possam interferir na forma como a anestesia na cirurgia de joanete é administrada.

Devido à importância do anestesista para a segurança do paciente, o Dr. Guilherme trabalha sempre com o mesmo profissional em sua equipe há muitos anos. Essa continuidade garante excelência, confiança e um cuidado mais personalizado, com um anestesista que conhece bem a rotina cirúrgica e os protocolos adotados, contribuindo para um procedimento ainda mais seguro.

Preparação para anestesia na cirurgia de joanete

Antes da raquianestesia, é aplicada uma sedação leve para o paciente adormecer e ficar mais confortável durante o procedimento. Geralmente, a pessoa nem se recorda do momento em que é aplicada a anestesia na coluna, justamente por conta dessa sedação.

A pessoa acorda após o término da cirurgia, quando todos os procedimentos necessários tiverem sido concluídos, o que traz mais conforto e tranquilidade ao paciente.

Benefícios da anestesia na cirurgia de joanete

Quando realizada por uma equipe experiente, a anestesia traz vários benefícios, como:

  • Mais segurança, sendo o método amplamente utilizado em cirurgias do pé e tornozelo;
  • Excelente controle de dor durante o procedimento;
  • Redução dos riscos de efeitos colaterais, como náuseas e sonolência prolongada, mais comuns na anestesia geral.

Outro benefício importante é que o paciente respira espontaneamente durante a cirurgia, dispensando a necessidade de intubação ou ventilação mecânica. Isso contribui diretamente para uma recuperação mais rápida e tranquila durante o pós-operatório.

Na maioria dos casos de cirurgia de joanete, ao término do procedimento, o paciente recebe também uma anestesia local na região do tornozelo. Esse bloqueio periférico prolonga o controle de dor da área operada, mesmo após o término do efeito da raquianestesia. O bloqueio periférico não interfere na movimentação do pé, que se restabelece logo após o término do efeito da raquianestesia.

Em geral, essa anestesia complementar dura entre 24 e 48 horas, reduzindo significativamente a dor no pós-operatório imediato — período em que o desconforto pode ser mais intenso. Essa medida contribui para uma recuperação mais tranquila e confortável após a cirurgia.

A anestesia geral é perigosa?

Essa é uma dúvida relativamente comum, mas é importante esclarecer que a anestesia geral moderna também é um procedimento altamente seguro, realizado com monitoramento constante por parte do anestesista e indicado para vários tipos de cirurgias. Quando bem indicada, também oferece segurança e conforto para o paciente.

Porém, ao comparar os dois métodos, a raqui é considerada mais segura, especialmente em cirurgias dos membros inferiores. Isso porque ela tem um efeito mais localizado, com menor interferência no funcionamento do corpo como um todo, dispensando a necessidade de administração de medicamentos intravenosos contínuos, intubação e controle artificial da respiração.

Com isso, o organismo fica menos sobrecarregado, e os riscos de complicações respiratórias e cardiovasculares costumam ser menores, o que explica a preferência pela raqui para esse tipo de procedimento.

Para saber mais, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Guilherme Honda.

 

Fonte:

Dr. Guilherme Honda Saito

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